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segunda-feira, 1 de abril de 2013
Cientistas dizem poder provar a existência da alma
Cientista prova a existência de Deus e ganha prêmio
Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Keller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.
Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.
O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.
O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.
Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.
Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”
Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido.
Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.
A caminho do céu
Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.
A ciência ainda tenta explicar Jesus
Historiadores e arqueólogos procuram pistas da existência do homem que nasceu num estábulo em Belém há mais de 2 mil anos
Anualmente, pelo menos desde o ano 336 de nossa era, parte considerável da humanidade celebra o aniversário de um carpinteiro, que teria nascido há mais de 2 mil anos, num estábulo em Belém, de uma mãe virgem, concebida pelo Espírito Santo.
Não há cristão no mundo, como se chamam seus seguidores hoje - que somam mais de 2 bilhões - que não conheça essa história e não a tenha como verdadeira. A ciência, no entanto, ainda tenta desvendar os mistérios em torno dela.
Historiadores e arqueólogos à frente, os pesquisadores procuram provas da existência de um homem chamado Jesus, que tenha vivido na Palestina judaica no início do século 1.º e sido julgado e crucificado.
Não é uma tarefa fácil. Jesus não deixou palavras escritas nem construiu nada material. Tampouco as crônicas e a historiografia da época fazem referências a ele. Além disso, não há vestígios arqueológicos nem de seu corpo em lugar nenhum.
A rigor, os únicos documentos que falam dele em profusão são os quatro Evangelhos (de Mateus, Marcos, Lucas e João) e as epístolas de São Paulo, textos que estão na Bíblia.
Eles foram escritos, no entanto, entre o final dos anos 60 e os 90, do século 1.º, pelo menos 30 anos depois de sua morte, portanto. Por isso, uma frase do escritor A. N. Wilson, em seu livro Jesus, Um Retrato do Homem, dá bem uma idéia do que os cientistas sentem diante do desafio de desvendar esse mistério: "Tudo o que dissermos sobre o Jesus histórico terá de ser precedido pela palavra 'talvez'".
Para a arqueóloga Fernanda de Camargo-Moro, autora do livro Arqueologia de Madalena - Uma Busca Histórica da Companheira de Jesus (Editora Record, novembro de 2004), os poucos indicadores da existência de Jesus encontrados até hoje são muito fragmentados.
"Entre os mais importantes, está uma estátua, encontrada em 1961, em Cesaréia Marítima, na época a capital da Judéia", diz. "Ela contém os nomes do imperador Tibério e o de Pôncio Pilatos, governador da Judéia (de 26 a 36 d.C.), vinculado à crucificação de Cristo. É a única prova material da existência de Pilatos."
A esse fragmento de pedra, Fernanda junta em importância os papiros encontrados em Nag Hammadi, no deserto egípcio, em 1945. São os chamados Evangelhos apócrifos, não reconhecidos pela Igreja.
"Esses documentos, conhecidos como Biblioteca Gnóstica de Nag Hammadi, são o que há de mais importante para a comprovação da existência de Jesus", diz. "Embora pertençam aos séculos 3.º e 4.º, eles são cópias de documentos anteriores, dos século 1.º e 2.º comprovadamente existentes na época."
Para a arqueóloga, que também é autora do livro Nos passos da Sagrada Família, uma viagem no Egito na trilha de Jesus (Editora Record, Rio de Janeiro, 2000), esses papiros são tão ou mais comprovadores da existência de Jesus do que os próprios evangélicos canônicos (os quatro da Bíblia).
"Trata-se da maior descoberta do século 20", avalia. "E que foi estudada com maior zelo, por grandes especialistas das mais diversas procedências."
Apesar dessa escassez de provas materiais, há especialistas que dão a existência do Jesus histórico como certa. É o caso do historiador André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para quem "Jesus de Nazaré, judeu que viveu no século 1.º, na Galiléia, de fato existiu".
Ele diz que foi possível chegar a essa conclusão, depois que surgiram, a partir dos anos 70, novas metodologias de análise de documentos da época de Jesus, como os Evangelhos.
Uma delas é chamada múltiplas confirmações. "Marcos e João, por exemplo, nunca se falaram ou trocaram informações entre si, e ambos não conviveram com Paulo", explica. "Mas eles escreveram textos que contam um história semelhante. Então o que dizem deve se referir a fatos que ocorreram."
Referências
Fora dos textos sagrados, uma das raras referências a Jesus aparece na obra do historiador romano Flávio Josefo, escrita em 93 da nossa era. Nela, ele comenta o julgamento e condenação à morte, em 62, de um homem que ele identifica como "Tiago, irmão de Jesus, o assim chamado Cristo".
Entre as relíquias do tempo de Jesus, a mais famosa, sem dúvida, é o Santo Sudário. Trata-se uma peça de linho com a qual José de Arimatéia teria coberto o cadáver de Jesus, cujos traços teriam sido gravados no pano para sempre.
O Sudário é conservado na Catedral de Turim, na Itália. Em 1988, a peça foi examinada pela Escola Politécnica de Zurique, na Suíça, com o objetivo de datá-la. Usando o método de datação com carbono-14, os cientistas concluíram que o material é do século 13.
A ciência não conseguiu, no entanto, convencer boa parte dos cristãos, entre quais inclusive alguns cientistas, da exatidão dessa data.
O argumento é que o Santo Sudário foi parcialmente queimado em 1532 e restaurado com tecidos dessa época. Isso poderia ter falseado o resultado da datação.
Por isso, muita gente leva em conta o que A. N. Wilson escreveu em Jesus, Um Retrato do Homem: "O Jesus da História e o Cristo da fé são dois personagens distintos, com histórias muito diferentes. É difícil reconstruir o primeiro, e, na tentativa de fazê-lo, é provável que pratiquemos dano irreparável contra o segundo."
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Júpiter pode nos ter salvado de uma terrível colisão
Uma enorme mancha brilhante foi vista por astrônomos amadores ontem (10/09) na superfície gasosa de Júpiter, indicando que o gigante foi atingido por um grande corpo celeste.
O flash não durou muito tempo, mas foi suficiente para vários astrônomos ao redor do mundo observarem posteriormente o evento e até registrarem em vídeo. Em 1994, um fenômeno bastante semelhante foi observado no planeta, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 se colidiu contra Júpiter.
Impactos menores foram observados em 2009 e 2010 quando objetos também foram atraídos pela imensa força gravitacional do planeta.
Há bastante tempo que os astrônomos tem se interessado por colisões em Júpiter, já que esse age como um grande escudo para os planetas interiores do sistema solar, como a Terra. Se o planeta não estivesse ali, o asteroide ou cometa que se colidiu com ele teria grandes chances de se colidir com nosso planeta ou com outros, e causar uma destruição sem precedentes. Júpiter mais uma vez pode ter salvado nosso planeta de um destino terrível.
Mas nem em todos os casos essa bravura do gigante gasoso deixa marcas em sua superfície. Muitos objetos devem ser destruídos antes que causem qualquer efeito nas nuvens do planeta. Somente os maiores objetos penetram na densa atmosfera do planeta e causam o flash de luz observado.
O tamanho e a real natureza do objeto que se colidiu com Júpiter ainda é desconhecido, mas os astrônomos estão analisando melhor o caso e novidades podem ser divulgadas em breve. [Space]
Por que o impacto de um cometa em Marte pode ser incrível?
Quando a força gravitacional de Júpiter despedaçou o cometa Shoemaker-Levy 9, os astrônomos tiveram a oportunidade de presenciar um raro espetáculo cósmico. Era a primeira vez na história que a humanidade via um cometa travar uma batalha com um planeta… e perder.
E no próximo ano, os astrônomos terão uma nova chance, embora pequena, de ver um vizinho planetário sendo atingido por um gelado intruso interplanetário. No entanto, esse planeta não tem uma atmosfera espessa o suficiente para amenizar o golpe, o que certamente irá causar um grande estrago em sua superfície.
E o mais interessante, temos olhos robóticos e em órbita caso isso aconteça.
Estamos, é claro, falando de Marte. E o cometa? C/2013 A1 – um pedaço de gelo empoeirado descoberto esse ano pelo Observatório Siding Spring, na Austrália.
Atualmente, os astrônomos têm somente um curto período de observações para prever o caminho do cometa através do sistema solar interior, e eles sabem que a probabilidade de Marte ser atingido em 19 de outubro de 2014 é pequena, mas que se acontecer, proporcionará para os observadores da Terra e Marte (no caso, as sondas e satélites) um maravilhoso (e destrutivo) evento astronômico.
“Há uma chance pequena, mas não desprezível, que o Cometa 2013 A1 atacará Marte em outubro de 2014″, disse Don Yeomans, da NASA. ”Os cálculos atuais definem 1 impacto em 2000. “
Segundo a NASA, o cometa possui entre 1 e 3 km de largura e viaja a 56 km por segundo. Se atingir Marte, ela iria liberar tanta energia quanto 35 milhões de megatons de TNT. Isso causaria um impacto violento com efeitos globais, talvez até alterando o clima do planeta hoje seco e árido.
Adeus sondas?
Atualmente, temos três satélites em órbita de Marte – Mars Reconnaissance Orbiter, Odyssey e a Mars Express, além de duas sondas – a Opportunity e o Curiosity. Isso não seria uma má notícia para os robôs?
Salvo um golpe direto sobre a Cratera Gale ou sobre cratera Endeavour (casas do Curiosity e Opportunity, respectivamente), as duas sondas devem sobreviver ao impacto, com resultados diferentes.
O Opportunity é movido à energia solar, e um impacto levantaria muita poeira, bloqueando a passagem de raios solares na superfície do planeta. O Curiosity, no entanto, é movido à energia nuclear, e provavelmente poderá estudar de perto os efeitos do impacto.
A cratera que se formaria seria um importante objeto de estudo para futuras missões tripuladas ao Planeta Vermelho. Somente crateras antigas foram estudadas (não diretamente) pelos pesquisadores, e essa seria uma ótima oportunidade de compreender como um impacto cósmico pode alterar as características de um planeta. Sabe-se, por exemplo, que cometas podem trazer ingredientes fundamentais para a vida, além de água. [Discovery News]
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